Ecocardiograma

Ecocardiograma Fetal

 

Ecocardiograma Fetal

No Brasil, desde junho de 2023, a lei no 14.598, que dispõe sobre a realização de exames em gestantes, prevê a realização do ECO fetal em todas as gestações.

As cardiopatias congênitas são as malformações fetais MAIS comuns, porém são as MENOS diagnosticadas pelo Ultrassom morfológico, daí a importância do ECO fetal.

Escolha um profissional da confiança do seu obstetra: a formação, capacitação e experiência são muito importantes, bem como a qualidade do aparelho que os bons profissionais exigem para a realização desse exame, que é tão importante, de forma que seja realizado com o máximo de precisão necessária.

    O ecocardiograma fetal é uma ultrassonografia bem específica do coração do bebê.

    Habitualmente é realizado por um cardiologista pediátrico que, além de obter as imagens adequadas e dar o diagnóstico, será capaz de orientar a família quanto à necessidade de tratamento e discutir com o obstetra o melhor local de nascimento, a via de parto e alguma necessidade especial daquele bebê de acordo com cada caso.

    O exame é realizado em geral, de 18 a 28 semanas (se for exame de rotina, principalmente de 24 a 28 semanas) mas sempre que houver alguma anormalidade suspeita, ou necessidade de acompanhamento específico (translucência nucal alterada, filho anterior com cardiopatia congênita…), iniciamos o segmento mais precocemente (com cerca de 14 semanas) e, diante do surgimento mais tardio de alguma alteração (como arritmias ou outros achados na ultrassonografia) podemos fazer o eco fetal até o dia do nascimento do bebê.

    Mas atenção: se o exame é rotineiro, marque entre 24 a 28 semanas, que é o período em que adquirimos as melhores imagens. Quanto mais novinho, precisamos ampliar muito a imagem para ver os detalhes e com isso perdemos um pouco a nitidez e, em contrapartida, próximo do termo, a pele do bebê já é mais grossa, os ossos fazem mais sombra, dificultando a análise do coração fetal.

    Através do ecocardiograma fetal podemos avaliar toda a anatomia do coração do bebê, o ritmo cardíaco e a frequência dos batimentos. 

    Observe a imagem para entender a divisão do coração em quatro câmaras (os átrios direito e esquerdo em cima e os ventrículos direito e esquerdo em baixo) e suas conexões.

    Verificamos as veias que chegam nos átrios, as artérias que saem dos ventrículos, o tamanho de todas essas estruturas, as quatro valvas do coração (que funcionam como portas, abrindo para o sangue passar e depois fechando, evitando o retorno de sangue), avaliamos a força da musculatura dos ventrículos (as câmaras inferiores do coração são responsáveis por bombear o sangue para a circulação do pulmão e do corpo).

    Verificamos ainda a presença de uma comunicação entre os átrios (o forame oval), que deve estar presente na vida fetal, a presença e tamanho do canal arterial (uma comunicação entre a aorta e artéria pulmonar do feto, que não deve apresentar obstrução ao fluxo de sangue) e o fluxo no ducto venoso (uma veia na barriga do bebê que nos ajuda a verificar o bem-estar do feto e que também se fecha após o nascimento). Acompanhamos as artérias e veias do coração até a região do pescoço do feto para verificar se estão posicionados normalmente.

    A posição dos órgãos e vasos na barriguinha do bebê também é checada, pois algumas alterações na posição dos órgãos e vasos da barriga também podem estar associadas a problemas cardíacos.

    O eco fetal é um exame bem completo não só do coração, mas do sistema cardiovascular do feto.