
Em cerca de 0,5% a 1% das gestações, o cordão umbilical tem apenas uma artéria e uma veia. Quando isso ocorre, temos que avaliar esse bebê com mais cuidado pois pode haver associação com alguma malformação mas,
Atenção: em cerca de 89% das gestações com artéria umbilical única o bebê é formado adequadamente!
então, antes de se apavorar com esse diagnóstico, siga direitinho as orientações do seu obstetra quanto à essa avaliação mais cuidadosa do seu bebê.

No ultrassom morfológico de primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas) já se pode suspeitar da presença de uma única artéria no cordão umbilical, o que geralmente é confirmado no ultrassom morfológico de segundo trimestre (entre 20 e 24 semanas).
Na ultrassonografia morfológica bem detalhada é possível avaliar a existência de malformações (principalmente estreitamentos e obstruções no aparelho gastrointestinal), que nós chamamos de atresias/ estenoses de esôfago ou anorretais; alterações dos rins e, também observar alguns sinais sugestivos de síndromes como as trissomias dos cromossomos 18 e 13.
Habitualmente seu médico irá solicitar o Ecocardiograma Fetal (que é uma ultrassonografia específica do coração do bebê) para avaliar a possibilidade de malformações cardíacas e vasculares que também têm maior chance de ocorrer quando a artéria umbilical é única. Volte à aba Ecocardiograma – Ecocardiograma Fetal, no menu do site, para entender como é realizado e o que avaliamos nesse exame.
Lembre-se: existe um aumento do risco dessas alterações mas, na grande maioria das vezes o bebê será normal, sem nenhuma malformação! Essa situação é chamada de artéria umbilical única isolada.
Nos casos em que não há outros problemas associados, ou seja, a artéria umbilical é uma alteração ISOLADA, é preciso acompanhar essa gestação com mais atenção pois a falta de uma artéria pode prejudicar a vascularização da placenta, o que pode comprometer o desenvolvimento adequado e a nutrição do bebê. Nesses casos, a recomendação é fazer ultrassons com maior frequência, a fim de acompanhar o desenvolvimento e o bem-estar desse bebê.
Nos casos em que haja outros problemas associados, ou seja, a artéria umbilical NÃO É ISOLADA e a suspeita de síndromes cromossômicas for grande, o médico obstetra poderá aconselhar a coleta de líquido amniótico através da introdução de uma agulha no abdome da gestante (amniocentese), para análise do DNA do bebê, se este for o desejo da família.
Somente o seu obstetra poderá orientar você e sua família quanto à necessidade de exames adicionais e aconselhá-los adequadamente.

Para os colegas da medicina fetal, a referência de artigo recente , um estudo populacional, sobre o assunto.
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